terça-feira, 24 de setembro de 2013

infinito

vejo que há um novo empreendimento imobiliário em pinheiros, cuja propaganda, afixada nos tapumes, diz assim: adquira o seu infinito particular. o que foi feito da língua para que ela pudesse se moldar tão docilmente a esse escândalo semântico e ontológico? por que o substantivo "infinito" se deixa juntar assim ao adjetivo "particular" em nome de um apartamento? quero falar gascão, yurok, alvernês,picardo, norn ou gúntico. quero só dizer, como o vendedor que acaba de passar aqui na rua: "olha a mandioca, mandioca, mandioca, banana", mas não quero uma língua tão prestativa.

4 comentários:

  1. Apelando pra Marisa Monte? Que coisa.

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  2. É verdade. Marisa já é o fundo do poço. Ela que foi monte. Uma pena

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  3. bem podemos, entretanto, admitir que o construtor seja uma fã incondicional de poesia e tenha se servido de uma metáfora " celestial" para vender o seu peixe! ???

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  4. Pena não ter dinheiro... bem que eu gostaria de morar num apartamento espaçoso, geralmente são tão apertados...

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