terça-feira, 29 de março de 2016

migalha

não era mais do que o sol, do que a lua ou do tamanho de mil manadas de elefantes. mas era mais infinito do que o micróbio da caca do nariz da formiga; do que o grão de areia dentro do menor ínfimo folículo da narina da abelha; do que a mínima partícula do pó no interstício do buraco do umbigo; do que a reles insignificância de uma migalha nos restos do pão comido.

2 comentários:

  1. "Não era mais do que a última das criaturas, afunilada pelo tempo, curvada pela culpa, diminuída pela vergonha. E estava ali, tão sóbria e consciente de seu mínimo valor; e tão leve por ser tão diminuta. E tão pesada... ah! e tão pesada e ansiosa por ser vista." Desculpe a ousadia. Parabéns pelo texto lindo como sempre!

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  2. Eduardo Cunha? Brincadeira. Muito bom!

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