quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

teto

algumas coisas que, de tão especiais (ou banais, ou sagradas), deveriam ter um teto máximo de vezes por mês para serem pronunciadas pelas pessoas:
- verdade (três vezes por mês)
- verbos no pretérito mais que perfeito (uma vez por mês)
- sempre ou nunca (uma vez por mês)
- verbos no futuro simples (duas vezes por mês)
- eu te amo (uma vez por semestre).

Um comentário:

  1. Por minha grande falta de jeito, mas com o desejo de também partilhar o espírito desta quadra, partilho de Vitorino Nemésio, um outro Natal,

    «Percorro o dia, que esmorece
    Nas ruas cheias de rumor;
    Minha alma vã desaparece
    Na muita pressa e pouco amor.

    Hoje é Natal. Comprei um anjo,
    Dos que anunciam no jornal;
    Mas houve um etéreo desarranjo
    E o efeito em casa saiu mal.

    Valeu-me um príncipe esfarrapado
    A quem dão coroas no meio disto,
    Um moço doente, desanimado…
    Só esse pobre me pareceu Cristo.»

    Com um sincero desejo de uma quadra plena,
    Um imenso abraço,

    Leonardo B.

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