se um dia os deuses quiserem me fazer feliz, permitirão que eu consiga escrever algo assim:
alecrim, alecrim dourado, que nasceu no campo e não foi semeado.
alecrim, alecrim dourado, que nasceu no campo e não foi semeado.
foi o meu amor, que me disse assim
que a flor do campo é o alecrim.
[e ainda a farão mais feliz por certo se colher entre as mãos, o vivo cheiro
ResponderExcluirviva voz do alecrim.]
um abraço, Noemi
bL
quanto tempo não escutava alecrim dourado! sinto seu perfume junto ao nariz, fecho os olhos e ganho alegria naquela fração de olfato. ele é rosmarino na cozinha italiana e esteve sempre presente no tempero do pernil de vitela que o nonno acalentava. não existia "não comer carne" e sim a memória da comida escassa das duas guerras. herança trazida diariamente pelo vai e vem de italianos diversos em credos e ideologias. mas tudo era aproveitado e antecipava os 60 anos seguintes, em que alecrim além de tempero e música, também é simpatia para afastar os segredos que só a arruda sabe contar.
ResponderExcluir